Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes – Parte 1

Por incrível que pareça, eu ainda não havia lido esse livro, embora já tenha lido muitos outros nessa área.  Ele foi lançado há cerca de 20 anos atrás por Stephen Covey mas foi apenas nos últimos dias que eu decidi lê-lo. E agora que o estou lendo, percebi o quanto eu deveria ter lido este livro antes! Antes de começar a escrever minhas impressões sobre a primeira parte do livro, sugiro assistir o vídeo que inicia esta postagem. Ele foi feito pelo Brian Johnson, que é assíduo leitor de livros nesta área e sempre cria vídeos com resumos sobre eles. Todos seus vídeos são extremamente indicados!

Parte 1

There is no real excellence in all this world which can be separated from right living – David Starr Jordan

 

Nesta primeira parte, o Covey foca bastante no que ele chama de Personality Ethic e Character Ethic. No primeiro, o sucesso é obtido através de técnicas, comportamentos e da preocupação com sua imagem pública. Neste caso, você não se importa muito com o que você é de fato mas sim como você é visto pelas pessoas. Por exemplo, você quer parecer uma pessoa confiável aos olhos das outras e, ao invés de se tornar de fato uma pessoa confiável, você usa técnicas que visam confundir ou manipular as pessoas de tal forma que elas acreditem que você é uma pessoa confiável e, desta forma, você consiga vantagens.

Já o Character Ethic baseia-se  na ideia de que o sucesso só é duradouro caso você tenha como base o seu caráter. Importa mais você de fato ser uma pessoa confiável do que apenas fingir ser uma. Covey tenta nos mostrar como essa estratégia não nos leva a um sucesso duradouro. Para o autor, se você apenas usa técnicas para tentar dissuadir as pessoas, um dia irá quebrar a cara. 

 

In the last analysis, what we are communicates far more eloquently than anything we say or do – Stephen Covey

 

E, para não quebrarmos a cara, Covey fala sobre o poder da quebra, ou mudança, de um paradigma: devemos mudar totalmente a forma como vemos o mundo. Entretanto, ele próprio salienta o quanto esta quebra é difícil, uma vez que nós estamos tão imersos em hábitos destrutivos que não notamos que estamos nos levando ao fracasso regularmente. Como você não os nota, as técnicas que lhe fazem concluir suas tarefas de forma mais rápida, entretanto, só fazem você chegar mais rápido ao lugar errado.

A leitura desta primeira parte me lembrou de alguns vídeos e também de livros que li nesta área. Por exemplo, há o vídeo da Amy Cuddy, sobre como você pode passar a ser aquilo que você finge ser. Saliento que a palavra “fingir” não é empregada, neste texto, no sentido pejorativo. Afinal, em português essa palavra sempre vem carregada com um sentimento de egoísmo e mentira. Na verdade, a ideia dela é que de tanto você fingir, ou imitar um comportamento específico, você se incorpora esse comportamento dentro de você próprio, mudando quem você é. Não tem um pouco de contraste entre o que ambos falam? 

Talvez, não. Talvez os dois se complementem. Entendo que para Covey, o errado é usar desse fingimento para ter vantagem sobre outras pessoas sem usar isso para melhorar a si próprio. Já Cuddy acredita que você pode mudar a si próprio apenas moldando o que pessoas de sucesso fazem. Isto é diferente, pois você não tem como objetivo tirar vantagem de ninguém. Isto também me lembra bastante o que já li na literatura sobre Programação Neurolinguística, onde podemos moldar pessoas de sucesso, copiando suas formas de pensar e agir. Enfim, gostei bastante desta primeira parte do livro. Em breve mais textos sobre o livro.

Ah! Para quem nunca ouviu falar de PNL, existem diversos livros interessantes e também vídeos no Youtube. Abaixo está um vídeo do Richard Bandler, um dos criados da PNL, com legendas em português.