#2 – FrostBite Redux – Setup

Vamos começar a montar o ambiente pra fazer o jogo. De cara, vou usar o Eclipse mesmo. Pensei em fazer no IntelliJ IDEA para testar a IDE, mas resolvi ficar com o velho Eclipse mesmo. Portanto, se você quer ter um ambiente parecido com o meu, baixe o Eclipse 4.2.0, conhecido como Juno, na opção Classic. Prefiro esta versão, é mais leve.

Depois disto, não esqueça de baixar o plugin do ADT e instalar ele. Você também vai precisar de um plugin a mais para poder interagir com o repositório no Github. Instale no Eclipse o plugin eGit! O SDK do Android você pode baixar direto do Eclipse com o plugin ADT mesmo. Com isto em mãos, agora precisamos ter a AndEngine baixada. A nova versão, batizada de GLES 2.0, não é mais fornecida como um arquivo .jar. Você precisa ter o código em sua máquina e referenciar ele a partir do seu código.

Agora, vamos passo a passo. Então, vai lá em File->Import->Projects from Git no Eclipse.

Agora, seleciona a opção URI e manda um Next na cara dele!

No primeiro campo, chamado URI, cola esse endereço aqui ó: https://github.com/nicolasgramlich/AndEngine.git. Ele já vai preencher os campos pra você, basta clicar em Next.

Agora, deixe selecionada APENAS a opção GLES2. Desmarque as outras mesmo. Manda bala no Next agora.

Não altere nada nesta tela. Aliás, altere se você quiser modificar onde o projeto vai ser guardado! 🙂 Mas deixe o Initial Branch quieto aí! Chuta mais um Next!

Agora, deixa marcada a opção Import Existing Project. Mais um Next!

Pronto! Agora é só fazer um Finisih e correr pro abraço! Não ligue pro Warning na parte de cima da imagem aí. É porque eu já tinha importado a AndEngine antes de fazer esse passo a passo!

Deu algum erro no projeto aí? Comigo não. Mas veja como está configurado ele aqui.

Então, agora você já tem a AndEngine em sua máquina, doido! Já podemos começar a criação do projeto. Mas isso fica pro próximo post!

#1- FrostBite Redux – Decisões Iniciais

Há muito tempo que tenho a ideia de fazer um jogo. Seja ele pra desktop ou mobile. Agora, eu vou levar essa ideia adiante, definitivamente! Vou fazer um jogo para Android. Ponto final. Será meu primeiro jogo, minha primeira experiência nessa área. E pretendo compartilhar aqui no blog tudo que passei nessa jornada.

O primeiro passo que tive foi pensar em um jogo simples para fazer. Não tenho intenção de fazer um mega jogo super revolucionário logo de cara. Nesse primeiro momento, quero apenas aprender e compartilhar o que aprendi. Imaginei logo aqueles jogos de Atari. Pensei em vários e lembrei que era viciado em FrostBite. Não é um jogo pra lá de viciante, mas eu sempre queria fazer o máximo de pontos nele. 🙂

Jogo decidido, me faltava agora escolher como fazer o jogo. Eu poderia fazer o jogo do ZERO. Ou seja, implementar até uma simples engine que atendesse apenas ao jogo. Também teria a opção de usar uma engine mais genérica. Decidi usar uma engine. Por que? Sei lá. Deu vontade. hehe! De cara, escolhi a AndEngine. Não fiz muitas pesquisas e nada. Simplesmente, escolhi ela e pronto. Entenda a situação: não quero ganhar dinheiro, nem fazer um killer game. Quero só aprender. Só isso! Quando eu partir para algo mais sério, eu faço uma pesquisa mais extensiva e penso melhor nas opções.

Bom, agora já tenho tudo em mãos. Só me falta aprender a usar a AndEngine. A partir de agora, vocês vão acompanhar uma série de Posts onde vou ilustrar como configurei meu ambiente, o que fiz, deixei de fazer, os passos e tudo mais. Inicialmente, fique sabendo que o código será opensource. Estará disponível no Github no endereço https://github.com/marloncarvalho/frostbite-redux.

E você? Quer se juntar a mim nesta brincadeira? Se sim, me fala que podemos marcar uns dias para fazermos programação em pares. Uns hangout também. Fique ligado nos próximos artigos! 🙂

Opa! O próximo post já chegou! Clique aqui para ver #2 – Frostbite Redux – Setup.

Quarto de Jogos

Eu tenho tuitado bastante sobre isso, mas faltava um post descrevendo essa façanha. Tudo começou quando minha TV de Plasma 50″ pifou. Já tinha um tempo que eu imaginava comprar um projetor. Só me faltava aquela desculpa pra eu fazer essa loucura. E a TV pifar foi a desculpa perfeita. Agora eu podia comprar meu projetor sem dor na consciência. Mas o projetor era apenas um passo em direção à loucura. O abismo era mais profundo. A ideia sempre foi criar um quarto de jogos sinistro, com projetor, videogames, home theater, decoração à caráter e por aí vai. E eu já comecei a fazer isso. Vou descrever pra vocês como anda o processo.

Em primeiro lugar, o projetor. Busquei diversos modelos e, sem querer, eu sempre caía nos modelos da Optoma. Logo quando pensei em comprar um projetor, eu tinha mirado o HD66. Já tinha visto alguns vídeos no Youtube e ele parecia a escolha perfeita. Mas, aí, li sobre um tal de Game Time 720. Ou simplesmente GT 720 para os mais íntimos. Não vou mentir que esse Game Time no nome me chamou logo a atenção. Esses marqueteiros são foda! Acabei me decidindo pelo GT720, caso conseguisse um com preço bom. Enfim, ele foi feito pra games e eu certamente iria usar o projetor mais para o PS3 do que para filmes.

Mas a questão é que esse projetor não vende no Brasil. Logo, eu tinha que encomendar dos Isteitis. Sem nenhuma pretensão, eu pesquisei antes no Mercado Livre. Para meu espanto, espasmos, trimiliques, calafrios e alegria absoluta, tinha um maluco de SALVADOR vendendo a um preço simplesmente EXCELENTE: aproximadamente uns R$ 2.200,00 (mais uns quebrados que não lembro). Estava bom demais para ser verdade. Mas a verdade é que seria mais melhor de bom ainda. Ao ligar pro dito cujo dono do projetor, ouço uma voz familiar falando: “Porra, sabia que era você, Marlon”. Entenda, o cara é meu colega de trabalho. Estava a 50 metros de mim. No dia seguinte eu já estava com o projetor em casa.

Inicialmente, comecei projetando em uma parede branca. O resultado foi excelente. Enfim, vi um projetor Full HD em ação e não me decepcionei. Quer saber sobre esse projetor? Se liga nesse link aqui ó http://www.aboutprojectors.com/Optoma-GT720-projector.html. Um aspecto bem legal dele é que mesmo em curtas distâncias, ele projeta muito bem. De cerca de dois metros, consegui uma imagem sinistramente boa. E gigante.

O próximo passo foi comprar uma tela. O problema é que nesta parede aí, as pessoas ficam muito próximas e cansa assistir muito próximo. O quarto também ficava feio com essa arrumação. A questão era colocar em outra parede. Mas nessa parede tem uma porta e aí só com uma tela. Mais uma vez pesquisas e mais pesquisas sobre onde comprar. O mesmo colega que me vendeu o projetor me indicou a Telas Tech. Fiz o seguinte pedido pra eles: tela de 120″, tensionada e com tecido de alto contraste.

Não cometam o mesmo erro que eu. Uma tela de 120″ tem aproximadamente 2.45m de largura. Minha parede tem 2.80m. Imaginei que iria caber sem stress. Só que o jumento aqui esqueceu que tem o estojo onde o projetor fica dentro (quando está enrolado). E o estojo tinha 2.78m! A tela coube por míseros 2cm. Foi por pouco.

Viu aí na foto? Olha a parte de cima. E aquela porta atrás da tela está trancada e dificilmente abrimos ela. O que era bom, ficou ótimo. A projeção na tela é ainda melhor. As cores ficam mais vivas e o contraste também. Enfim, a parede tem tinta que não é boa para refletir a luz. Essa tela é feita especialmente para isso. Ah! E essa tela é cara pra caramba. Nem lhe conto o preço, deixa quieto. 🙂 Não tão cara quanto uma tela motorizada. Acho um absurdo uma tela, só por ter um motor, custar 2.000 reais. Minha tela não passou da casa dos 1.000. Para finalizar essa primeira parte, dá uma sacada nesse vídeo aí embaixo.

Outra coisa que me perguntam é sobre a vida útil da lâmpada. Este projetor diz ter entre 3000 e 5000 horas, dependendo do brilho usado. Eu tenho usado um brilho médio. Assim, acredito que chegarei a umas 4000 horas, mais ou menos. No meu primeiro mês de uso, gastei 100 horas. Repare, usei INTENSAMENTE o projetor. Enfim, é o primeiro mês de uso e a empolgação estava em alta. Assisti até Jornal Nacional e TV Globinho nele. Fazendo uma conta bem idiota, devo gastar cerca de 1200 horas por ano. Enfim, é provável que eu use ele por aproximadamente 3 anos. É tempo pacas. Mas, já estou pensando em comprar uma lâmpada reserva. Aí, vem outro problema. Achar onde comprar. Aqui, pra variar, a negada quer cerca de 600 reais. Lá fora, está por cerca de 160 dólares. O jeito será pedir pelo eBay.

Os próximos passos? Bem, ainda preciso comprar: home theater wifi, sofá de três lugares, cadeira gamer Boomchair Stealth, decorações diversas, Xbox 360, suporte de teto para o projetor e consertar a TV de 50″ pra colocar em uma parede alternativa! 😛